Até o final da década de 1990 computadores em rede foram conectados através de links dedicados caros (como Frame Relay ou X.25) e / ou linhas dial-up de telefone, a VPN é uma rede privada que ao invés de se utilizar desses conectores citados, é construída sobre a infraestrutura de uma rede pública, normalmente a internet.
Esses links e linhas foram, no entanto os instrumentos iniciais na formação de conectividade remota e as conexões p2p que nos permitiram construir uma geração com preços acessíveis de tecnologias de rede.
O conceito de VPN surgiu da necessidade de se utilizar redes de
comunicação não confiáveis para trafegar informações de forma
segura. As redes públicas são
consideradas não confiáveis, tendo em vista que os dados que nelas trafegam
estão sujeitos a interceptação e captura. Em contrapartida, estas redes públicas
tendem a ter um custo de utilização inferior aos necessários para o
estabelecimento de redes proprietárias, envolvendo a contratação de circuitos
exclusivos e independentes.
A principal motivação no uso das VPNs é a financeira,
como alternativa para redução dos custos de comunicação de dados, oferecendo
transporte de pacotes IPs de modo seguro através de Internet, com o objetivo de
conectar vários sites .
Com o explosivo crescimento da Internet, o constante aumento de
sua área de abrangência, e a expectativa de uma rápida melhoria na qualidade dos
meios de comunicação associado a um grande aumento nas velocidades de acesso e
backbone, esta passou a ser vista como um meio conveniente para as comunicações
corporativas. No entanto, a passagem de dados sensíveis pela Internet somente se
torna possível com o uso de alguma tecnologia que torne esse meio altamente
inseguro em um meio confiável. Com essa abordagem, o uso de VPN sobre a Internet
parece ser uma alternativa viável e adequada. No entanto, veremos que não é
apenas em acessos públicos que a tecnologia de VPN pode e deve ser
empregada.
Aplicativos desenvolvidos para operar com o suporte de uma rede
privada não utilizam recursos para garantir a privacidade em uma rede pública. A
migração de tais aplicações é sempre possível, no entanto, certamente incorreria
em atividades dispendiosas e exigiriam muito tempo de desenvolvimento e testes.
A implantação de VPN pressupõe que não haja necessidade de modificações nos
sistemas utilizados pelas corporações, sendo que todas as necessidades de
privacidade que passam a ser exigidas sejam supridas pelos recursos adicionais
que sejam disponibilizados nos sistemas de comunicação.
Na prática, uma VPN é usado para conectar pontos remotos - usuários, bases de dados ou escritórios inteiros - sendo a rede segura central de uma organização. Mais barato do que uma conexão dedicada de linha alugada, a opção de implantar uma VPN é agora uma opção totalmente viável e acessível para a média e pequena empresa que quer que uma camada extra de segurança.
Fontes:






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