Comparação entre IPSEC e OpenVPN

IPSEC
OpenVPN
Para que as chaves trocadas sejam confiáveis, é necessário haver uma PKI global. O mais próximo disso que temos é a PKI de certificados X.509, utilizados em servidores Web seguros. Só que obter um certificado "legítimo" custa dinheiro, dificilmente cada computador da Internet iria ter um certificado pago
O OpenVPN depende de certificados X.509, então é problema do administrador se ele vai usar a PKI oficial (ou seja, adquirindo certificados "oficiais" para cada nó da VPN), ou criar uma Autoridade Certificadora fictícia, o que permite gerar os certificados de graça (mais usual no mundo OpenVPN)
A difusão das chaves tem de ser eficiente e distribuída. O sistema imaginado para essa difusão, o DNSSEC, também não está no ar
Como cada VPN é pré-configurada, e os certificados são parte integrante dessa configuração, o OpenVPN não precisa de PKI on-line
O DNSSEC associa uma chave por IP, o que implica que um computador protegido por IPSEC tenha IP fixo. Mas a regra da Internet hoje é o IP dinâmico. Lembrar que o IPSEC foi concebido para IPv6, onde pode-se atribuir faixas fixas de IPs para cada usuário de provedor
O OpenVPN aceita configurar VPNs tanto com IP fixo como IP dinâmico (até o lado "servidor" pode ter IP dinâmico)
Apesar da transparência de criptografia uma vez implantado, a implantação em si do IPSEC não é simples
Por ser restrito a VPNs, o OpenVPN é simples de configurar e usar
O IPSEC definitivamente não foi concebido para funcionar em conjunto com NAT, e NAT hoje também é a regra do lado do usuário pessoa física
Os pacotes VPN são transportados sobre TCP ou UDP, então o cliente consegue "furar" NATs sem maiores problemas, tal qual IPSEC sobre UDP
O IPSEC autentica *computadores*, não usuários. Para autenticar o usuário, é preciso continuar usando protocolos como HTTPS (Web seguro), PGP (e-mail criptografado) ou SSH (shell e FTP seguro)
O OpenVPN autentica apenas VPNs, nem sequer computadores (nem tem a pretensão de fazê-lo)
IPSEC exige que o sistema operacional o implemente no kernel, por usar cabeçalhos opcionais na terceira camada (IP)
Os pacotes de rede que vão passar pela VPN são selecionados unicamente por conta do seu IP de destino. E eles são apenas reencapsulados sem qualquer manipulação. Assim, o OpenVPN não precisa ter qualquer módulo implementado dentro do kernel
A tabela de roteamento não explicita se um determinado pacote vai sair via IPSEC ou via normal, o que dificulta a depuração de problemas de rede
Cada VPN cria uma interface virtual de rede, baseada na interface genérica TUN/TAP. Ou seja, cada VPN aparece na tabela de roteamento como se fosse uma placa adicional de rede. Isto facilita muito a depuração de problemas de rede

Fonte: https://epx.com.br/artigos/openvpn_ipsec.php

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

0 comentários:

Postar um comentário